.

 

http://c3.ac-images.myspacecdn.com/images01/25/l_5f30f1a00df0f2e1764e0e0779bf4b92.jpg

Castellano ::::: Portugués

ENTREVISTA - DEEP IMPACT
Lisboa (Portugal)
Valladolidwebmusical - Noviembre 2009

Deep Impact é uma jovem banda portuguesa de Rock Progressivo formada por André (voz e baixo), Renato (guitarra), Phillip (bateria) e Daniel (teclado).

Desde a sua formação em 2006, que lutam por um lugar ao sol no panorama musical. É um caminho que sabem estar repleto de obstáculos mas, apesar disso, estão dispostos a percorrê-lo para conseguir difundir a sua música.

Os Deep Impact, através desta entrevista cedida à valladolidwebmusical, falam-nos de si próprios e como um jovem banda luta para abrir caminho no país vizinho (Portugal).

¿Como se formaram os Deep Impact?

A banda começou com o Phillip e o André; amigos de infância,  quando ainda não tinham muita experiencia a tocar. Mais tarde o Phillip conheceu o Renato, no liceu e convidou-o a juntar-se à banda. Com estes 3 elementos, os Deep Impact foram formados. Começámos a tocar covers de outras bandas: Metallica, Guns and Roses, Iron Maiden, Xutos e Pontapés, The Police e Pink Floyd. Tivemos outro vocalista e mais uma guitarra, mas levávamos a música ainda com um ânimo leve, mas à medida que o tempo passava começámos a  ver que não era isso que queríamos. Trocamos de membros e nós os três começámos a criar as nossas próprias músicas.

Após algumas gravações vimos a falta de mais um som, um teclista, e foi aí que pensámos no Daniel, um amigo de infância de Phillip e André que já tocava piano a bastante tempo. Com o Daniel na banda, conseguimos o som e os elementos que queríamos.

¿Qual a origem do nome: Deep Impact?

No dia em que a banda estava a procura de um nome, Renato descobriu no wikipedia que a NASA celebrava o lançamento de um satelite chamado “Deep Impact”. Ainda durou algum tempo de discussão porque o nome, à primeira vista, parece ser muito “main stream”, mas aceitamos o nome pois era mais apropriado do que no início pensávamos. Um dos principais objectivos que temos é criar música original na vertente do rock progressivo que tenha um maior impacto nas pessoas, mostrar mais um lado do rock!.


http://i90.photobucket.com/albums/k243/wyzer/IMG_0291-1-1-1-1-1.jpg
André

¿Quais são as vossas influências musicais?

Os nossos grandes inspiradores sao, sem dúvida, os Dream Theather, mas obviamente temos que citar outros nomes como Metallica, Opeth, o fantástico  Neal Morse, com e sem, os Transatlantic, Liquid Tension Experiment, Muse , Iron Maiden, Avanged Seven Fold e por aí em diante. É uma lista quase infinita que abarca vários estilos. O Rock Progressivo obriga-nos a isso. Também fazemos algumas referencias a grandes nomes do Jazz e de compusitores de música clásica.

¿Existe alguma banda portuguesa que tenha influenciado a vossa música?

Infelizmente não, porque não conhecemos bandas portuguesas de rock progressivo, se existem nao conseguem ser divulgadas e  ainda nao as encontrámos. É um problema que vamos ter que enfrentar.

¿Como os definirias?

Não conhemos nenhema banda de rock progressivo português, mas se existem, queremos acreditar que sim, definiríamos como irmãos, unidos pelo mesmo fim, de conseguir levar a música rock para outro limite, um som mais complexo.

¿Como é o vosso processo criativo na composição das músicas?

Começa-se sempre com ideias pré feitas, ha sempre alguem que chega com uma melodía à sala de ensaio. A partir dessa ideia vemos o que é que nos transmite, criamos um conceito que nos leva tanto para as melodías como para as letras. Com base neste principio começamos a compor tanto nos ensaios como em casa, individualmente. Fazemos primeiro as melodías e só depois incluímos as letras.

 

http://i90.photobucket.com/albums/k243/wyzer/dwada.jpg
Renato

 

André, Renato, Phillip e Daniel… Como definiriam a cada um de vocês e qual é o contributo de cada um para a banda?

A pergunta é bastante subjectiva, porque cada membro consegue sempre trazer uma ideia à “mesa”. Temos todos um papel semelhante na criação das nossas músicas.

Visto pelo Renato, as definições seriam as seguintes: André como um grande baixista e vocalista, com um exelente ouvido e com uma grande capacidade de composiçao. Phillip, como um baterista muito exigente e perfeccionista, com um grande sentido de tempo. Mesmo sendo baterista consegue opinar e ainda criar algumas melodías. Daniel é um exelente teclista, se eu fosse tao bom  na guitarra como ele é no teclado seria  um guitarrista muito melhor. Daniel é sem dúvida um pianista admirador de música clássica e isso tem-se reflectido nas nossas músicas. O que ele faz fala por si. Todos os membros da banda sao os melhores músicos com quem eu ja toquei.

Phillip diz que tendo "crescido" musicalmente com o André, pensa que consegue criar uma comunicação bastante fluída. O que quer dizer com isto é que, tanto o Phillip como ele sabem o que cada um vai fazer antes de o fazer e isso acaba por se reflectir na maneira como actuam. Acha que ele é um bom baixista e melhor compositor. O Renato é um excelente guitarrista, traz sempre o elemento mais "pesado" à música que fazemos, criando assim um bom equilíbrio. Daniel é um teclista e pianista incrível, diz também que antes de sequer pegar em baquetas ficava de boca aberta de o ver a tocar piano. Acha incrível a quantidade de conhecimentos de teoria musical que ele tem, ele faz com que tudo o que fazemos esteja sempre correcto e faça sentido musicalmente.

Ja o Daniel diz  que cada um apresenta uma determinada qualidade à Banda que o torna indispensável: o  Baterista  (Phillip Santos) como é de esperar contribui a maior parte das vezes com a componente  ritmica mais complexa da musica, de vez em quando, como ja foi dito apresenta ideias de melodia. O Guitarrista (Renato Santos (...não são irmãos.))   tenta sempre impor um lado mais “obscuro” nas nossas musicas, mas por vezes apresenta melodias completamente o oposto... e tenho que dizer que maior parte delas sao brilhantes... E por ultimo temos o Baixista e vocalista (André Abrantes) que tem um ouvido fantástico e assim como o Renato tambem trás para a banda riffs e melodias excelentes. É um prazer tocar com eles.

Segundo o André: Renato - Calmo, humilde e sempre com boa disposição. O Renato é um guitarrista de grande talento que está em constante evolução,  mas ainda com um longo caminho a percorrer até superar os seus objectivos. Através das suas influências contribui bastante para a banda com o seu estilo Metal e riffs pesados!. Daniel - perfeccionista e muito profissional no toca à qualidade da música. É muito dedicado tanto à sua banda como à musica em geral. Em relação ao seu papel nos Deep Impact, o Daniel atribui um lado clássico e original às melodias e harmonias, que provêm da formação que teve em piano. Na minha opinião, acho que é muito importante por parte dele à procura pelo melhor de cada um e o objectivo de alcançar perfeição. Phillip - Ambicioso, revela sempre uma grande dedicação e disponibilidade para fazer música e levar a banda para o sucesso mesmo quando os estudos se colocam à frente. Tal como o Renato, o Phillip encontra-se em constante evolução e possui tudo para chegar onde quer. Assim sendo, o baterista dos Deep Impact traz à banda o seu estilo progressivo que provém das suas principais influencias.


http://i90.photobucket.com/albums/k243/wyzer/Phillipdrumming-2.jpg
Phillip

¿Como está o panorama musical em Portugal no que diz respeito a facilitar a entrada de novas bandas na cena musical?

No que diz respeito ao nosso estilo, acreditamos que o mercado Portugues nao é o mais indicado. Há algumas dificuldades; uma delas é o reduzido público, mas a maior dificuldade é a variedade de locais para actuar com temas originais.

Concretamente em Lisboa, apoiam-se novas bandas e oferecem-lhes facilidades?

É difícil responder a essa pregunta, mas uma das dificuldades que temos notado é que é mais fácil para uma banda de covers actuar em Lisboa do que uma de originais. Os bares e os outros locais para actuar, preferem sempre bandas de covers ou de outros estílos que o público se identifique por exemplo um rock menos complexo. Já tentamos tocar em alguns bares e disseram-nos que só aceitavam se tocase-mos músicas conhecidas).

Em relação a isso, quais são as principais dificuldades que encontram?

É sem dúvida a diversidade de locais ou ocasiões para actuar. Os bares sao poucos e nas festas é sempre preferivel uma banda de coveres em que o público já sabe o que vai ouvir. Toda a gente aquí em Portugal conhece as músicas dos Xutos, e a banda que tocar uma música deles, pode ter a certeza que o público vai acompanhar. Por um lado é bom, porque se defende um produto nacional bem conhecido, mas por outro lado é mau porque limita a divulgação de bandas novas.

¿Pensam que um grupo tem mais dificuldades em crescer em Portugal que, por exemplo, em Espanha?

Sim, por enumeras razões! Espanha investe muito na cultura musical e também, por ser um país maior e com mais habitantes, há mais sitios para tocar e muitas mais cidades. Portugal baseia-se só em duas grandes cidades: Lisboa e Porto.

Temos contacto com algumas bandas portuguesas que tocaram fora do país e dizem-nos que Espanha tem muitos mais sítios para tocar do que Portugal. Por exemplo: em Lisboa existem 4 ou 5 sítios para tocar e no resto do país existe um por cidade. Para além disso, as bandas iniciantes tocam às Quartas-Feiras e não recebem um céntimo. Basicamente nós é que pagamos para tocar. É difícil.

http://i90.photobucket.com/albums/k243/wyzer/Untitled-1-1-1-1-1-1.jpg
Daniel

 

Mudando de assunto; qual foi o último concerto que assistiram e qual o último álbum que compraram (cada um)?

Por acaso a resposta é igual para todos. O ultimo concerto que fomos ver foi da nossa banda de eleiçao, os Dream Theater na tour do seu ultimo album, que tambem foi o último disco que compramos, mas podemos tambem revelar que antes, o Renato comprou o “Death Magnetic” dos Metallica, o Phillip comprou o “The Incident” dos Porcupine Tree, o Daniel “Life time” do Neal Morse.

Para além da música, com que se ocupam os membros dos Deep Impact?

Renato está a tirar a licenciatura em design e Phillip em arquitectura, André pratica skiming e o Daniel trabalha. Todos nós temos aulas de música e isto tudo deixa-nos com pouco tempo para as outras ocupaçoes.

¿Que bandas espanholas conhecem? Alguma em concreto de Valladolid?

Infelizmente nao conhecemos nenhuma banda espanhola. Em Portugal a música mais ouvida é de origen anglo-saxónica e portuguesa. Música de Espanha, França, etc, difícilmente chega até nós, só se for grandes nomes internacionais.

¿Cuál es el futuro más inmediato de Deep Impact?

 

(Vamos partir para estúdio e gravar duas músicas que estárão logo disponiveis no nosso myspace (www.myspace.com/deepimpactpro) e hi5 e no nosso hi5
(http://deepimpactband.hi5.com). Gostariamos  de contar com todos vocês para nos ajudarem a divulgar o nosso som).

 

Qual é o futuro mais imediato dos Deep Impact?

Prog on!

Nós, da valladolidwebmusical, desejamos que os Deep Impact consigam encontrar o seu espaço na cena musical e que muito em breve possamos anunciar que estarão em tournée com paragem em Valladolid. Ânimo!

Entrevista: Miriam Arranz (diciembre 2009)
Más información: www.myspace.com/deepimpactprog

http://c3.ac-images.myspacecdn.com/images02/97/l_450942af704c438e806a2bfa2916481e.jpg
http://c1.ac-images.myspacecdn.com/images02/107/l_afe9a5750536482888404450607d7660.jpg
http://c2.ac-images.myspacecdn.com/images02/101/l_8e317032690f4268ab87bf0c4e0072cd.jpg
http://c3.ac-images.myspacecdn.com/images02/73/l_5488016aaf4840c1973de06a1de87132.jpg

 

valladolidwebmusical::::::entrevistas

.